Houve um
aumento da sua respiração, e em uma voz alta como um bramido, ouvi Taylor
enunciar seu primeiro gemido em deleite do prazer em um “ai” que eu nunca vou
esquecer...
Após o rápido
gemido, Taylor beijou meus dois ombros e relaxou os músculos recuperando a
respiração e acalmando-se lentamente. Sua imagem era como a de um anjo que se
retraia lentamente fechando suas asas e esboçando o olhar de quem tem os
pensamentos distantes.
- Foi
bom para você, como foi para mim? - Sussurrou Taylor em meu ouvido levantando comigo em
seu colo seguindo para o banheiro. Taylor me levou até o chuveiro e abrindo-o puxou-me
lentamente para debaixo das gotas que já caiam sob seu cabelo. A imagem de
Taylor nu e as jorradas de água que decaiam sobre seu corpo até chegar aos pés
era um verdadeiro sonho...
Taylor me
abraçou, embaixo do chuveiro, onde centenas de vozes invadiram minha mente me
mostrando o quanto aquele momento era melhor do que já havia imaginado.
Apossando-se de um sabonete Taylor começou a espalhá-lo sobre o meu corpo
manuseando delicadamente. Brincando com a espuma Taylor desenhou um coração
sobre meu busto.
Taylor me
dava banho carinhosamente massageava meus cabelos me proporcionado uma sensação
extraordinária ao ponto que eu fechava os olhos apenas para sentir. Suas mãos
eram sempre convictas como se conhecesse cada palmo do meu corpo. De forma
passiva eu apenas aceitava cada gesto e afago que Taylor me oferecia respondendo
a altura, sempre retribuindo a todo amor e paixão que ele fornecia.
Taylor
desligou o chuveiro e me pegou pela mão vestindo em mim um roupão, enquanto eu
sentia-me como uma criança, ele me mimava e fazia com que cada gesto estivesse
sempre norteado do mais sincero afeto.
Convidando-me
a sentar em uma penteadeira dourada semelhante ao ouro, Taylor começou a secar
meus cabelos com uma toalha branca e felpuda. Ele acariciava cada fio, então se
apossou de uma escova e dispôs-se a pentear meus cabelos pausando de segundo a
segundo procurando desembaraçar os fios e as pontas. Ele ficou por um longo
tempo penteando meus cabelos enquanto eu observava cada ação sua. Desinibido,
Taylor estava nu e seu corpo secava sozinho e as poucas gotas de água que
escorriam do seu corpo sumiam automaticamente.
Ali nos afago
do homem que amava, eu comecei a pensar no quanto tinha valido a pena ousar. Eu
sempre tive medo de tudo. Sempre pensei antes de agir, e ainda assim deixei de
fazer muitas coisas que eu queria.
Eu nunca
senti uma liberdade completa. Nunca senti a paz que almejava sentir até dado
momento. Meu coração insistia em me lembrar que tudo ia chegar ao fim e fragmentado
protestava aos brados. Sofrendo...
Eu precisava
dessa aventura, eu estava tão cansada de juntar os meus pedaços a cada loira
que aparecia ao seu lado por Los Angeles ou Phoenix, eu estava cansada de
encarar o tempo, de ficar no mesmo lugar. Eu queria ir mais longe, não importava
aonde fosse. Queria realmente existir no mundo do Taylor. Queria ser famosa,
bajulada e milionária.
Quando Taylor
terminou de pentear meus cabelos, olhei no relógio, eram 3 da madrugada. Ele
saiu do banheiro e deitou sobre a cama, mas não parecia exausto. Eu vesti a
camisa do Taylor e uma calcinha, nada mais, enquanto ele usava sua cueca Calvin
Klein.
Ao me ver
saindo Taylor esticou os braços e deu dois tapinhas na cama mostrando que eu
devia deitar nos braços dele e seu sorriso perfeito estava estampado em seu rosto!
O cheiro do
seu corpo era maravilhoso, envolvente e instigante. Fiquei abraçada com meu
braço envolto da sua cintura e meus dedos acariciam sua costela delicadamente,
onde percebi que ele se retraía um pouco.
- Te
incomodo? – Perguntei
sobre seu retraimento.
- Não...
Só tenho um pouco de cócegas nas costelas.
- Jura?
Então você tem um ponto fraco Sansão?
- Sim,
você é um deles, as cócegas não. – Calei com a declaração.
- Está
com sono? – Perguntou
Taylor após dar um surto romântico ao invés de mim.
- Não,
ainda estou em êxtase. – Respondi.
- Me
desculpa qualquer coisa Sally, foi difícil me controlar. Eu nunca tinha me
envolvido tanto.
- Mas
você já ficou com várias mulheres.
- Não
foram tantas, mas não foi tão intenso e tão prazeroso quanto com você. Até foi
prazeroso, mas foi um prazer instantâneo, o que houve aqui Sally foi bem mais
que uma tranza vazia sem sentido e sem razão.
- Foi
perfeito, Taylor, não poderia ter sido melhor.
- Eu te
machuquei, ou fui desagradável em algum momento?
- Não,
mas até desejei que fosse.
- Como
assim?
- Pode
parecer assustador, mas eu desejei fazer mais coisas.
- Mais
coisas, tipo o que?
-
Posições...
Taylor me
encarou sério, sorrindo em seguida e me beijou tirando todo o fôlego que eu
possuía... Ele se levantou da cama, e se dirigiu até a sacada do Hotel e ficou
olhando a paisagem, seus pensamentos pareciam distantes, incomuns, mas ainda
assim mantinha-se ali. Aproximei-me e abracei Taylor por trás enquanto ele
segurava minhas mãos.
- Eu te
amo Taylor. Foi perfeito e eu não quero perder um segundo sequer com o que quer
esteja lhe preocupando. Foi perfeito. Não se sinta mal, não pense em como isso
vai terminar. Eu estou bem. Só quero aproveitar.
Taylor se
virou para mim acariciando as maçãs do meu rosto e beijando-me de segundo a
segundo como se tentasse memorizar meu rosto como se desejasse nunca se
esquecer dele.
- Você
merece mais Sally.
- Eu te
amo, meu amor eu pertenço a você. Quando eu te abraço não me falta nada. Quanto
te beijo eu tenho tudo.
- Não
queria que fosse assim. Você vai sentir minha falta e você não tem ideia do
quanto isso vai doer. Eu já Posso sentir Sally e isso é assustador. Depois de
tudo que houve minha preocupação nem é mais como sua vida vai continuar no
Brasil sem mim e sim como a minha vai continuar aqui sem você.
- Eu te
amo tanto Taylor... Ninguém te ama mais que eu.
- Eu
também tenho aprendido a te amar. Isso é novo. Nunca me entreguei a alguém tão
rápido. Você me mostrou um novo eu que sinceramente tenho adorado ser. Você me
faz ser mais espontâneo e menos previsível, gosto disso...
Taylor me
abraçou e me beijou. Iniciamos uma sequencia de carícias mais alvoroçadas e
saímos assim pelos cômodos da suíte sem ter destino certo. Ele me colocou sob
seu colo e ficamos em pé aos beijos. Atravessamos o quarto apressadamente onde
ele me encostou contra a parede beijando-me mais e mais.
Taylor me
levantou e eu coloquei minhas pernas envoltas da sua pelve, então colocou uma
de suas mãos por dentro da camisa e dispôs-se a acariciar meus seios... Ficar
em pé era cansativo, assim ele deitou-se sobre a cama ficando eu em cima dele.
Taylor juntou meus cabelos de forma a ver meu rosto, olhou em meus olhos e
disse:
- Você
tem sua chance! O que mais quer fazer com ela?
Sai de cima
dele, levantei da cama e me dirigi à porta da suíte. Taylor me seguiu para ver
aonde eu ia. Estando de cueca, ele voltou pegou um roupão para si e para mim e
me seguiu. Ele sabia que eu estava indo até piscina do hotel. Eu queria
terminar o que começamos lá. Eu nem pensava em dormir, nem Taylor. Estar com
ele era como estar conectada a uma reserva de energia onde nossos corpos eram
meros depósitos de dinamites o tempo todo preste a pegar fogo...

